A NATUREZA COBRA A SUA CONTA
Falar do derretimento das calotas polares, do desmatamento da Amazônia e da Mata Atlântica ou da poluição dos mares parece um pouco distante da nossa realidade, mas esses eventos ocorrem por pequenas alterações nos lugares mais distantes e que juntas, tomam dimensões incalculáveis.
Um exemplo de como interferimos no clima é que os nossos verões estão cada vez mais quentes e que os ventos que assolaram a cidade não foi um evento isolado, atingindo várias cidades do sertão nordestino. Isso ocorre, no nosso caso, porque a cidade está desguarnecida de sua proteção natural, que são as árvores que margeavam o Rio Itapicuru e as da nossa caatinga, cada vez mais desmatada para dar lugar às plantações e à criação de gado. A caatinga é um ecossistema riquíssimo, embora muitos não compreendam dessa forma. Por causa disso, não é o foco de atenção para grande parte dos ambientalistas. Ali vivem espécimes únicos de animais e plantas que ainda nem foram estudados e catalogados. Nos licurizeiros da nossa caatinga vive uma espécie de orquídea do gênero Catasetum, conhecida como “cachimbinho”, pouco estudada pelos biólogos e quando as pessoas vão aumentar suas áreas de pastagens, derrubam impiedosamente os licurizeiros, que também servem de alimento para as cada vez mais raras famílias de periquitos e maritacas e destruindo os poucos orquidários naturais que ainda restam.
Terremotos como os do Haiti e do Chile, enchentes e furacões são apenas uma pequena parcela da conta que a Natureza está nos cobrando por interferirmos cada vez mais no equilíbrio do meio-ambiente. A nós, humanos, resta-nos utilizar os recursos naturais (água, ar, solo) de maneira mais consciente a fim de minimizar a nossa ação destrutiva. Como um organismo vivo, a Terra agora se defende de seus agressores.
Matéria: Niclécia Gama - Postagem: Flavinho Leone Imagem: Google
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