TRAGÉDIAS ANUNCIADAS
Depois da tragédia acontecida, os responsáveis pelas secretarias de Ação Social e Defesa Civil, aparecem na televisão justificando que não sabiam das ocupações irregulares em áreas de risco. Incrível como a pobreza é invisível aos olhos das autoridades!
As chuvas que atingiram o Rio de Janeiro chegam agora à Bahia e a situação aqui não é diferente. A cidade de Salvador cresce sem planejamento urbano. Ocupações irregulares aparecem diariamente, não somente nas periferias, mas também em terrenos de áreas “nobres”. Também temos morros, favelas, encostas, embora o baiano insista em chamá-las de “comunidades”. Pois bem, Salvador é um aglomerado de comunidades, por isso, em qualquer direção que o turista entre ou saia da cidade, é recebido por elas. Casebres apinhados em cima de morros, sem reboco ou pintura, sorriem para o turista para mostrar os bolsões de miséria que as agências de turismo negam existir. Lá fora, vendemos as belas praias, o Pelourinho, as belas mulheres. Somos para o mundo, um país de bundas morenas.
Em época de corrida eleitoral, não faltarão candidatos a deputados e governadores criticando uns aos outros, posando de bonzinhos, prestando falsas assistências, para arrebanhar o povo a seus “currais eleitorais”.
Os políticos brasileiros fazem das tragédias urbanas a força motriz de suas campanhas. É uma pena que em meio ao descaso das autoridades, existem uns poucos realmente preocupados com os interesses da população.
Se sabem dos riscos que a população corre, por que os governos não pensam em políticas públicas que possam atender às demandas sociais de moradia, educação e saúde? Depois das tragédias consolidadas é que se tomam atitudes que deveriam ser preventivas, como o “aluguel social” e a construção de casas populares para relocar a população, usando as verbas do PAC, que, como
Só nos resta, mais uma vez, pedir a proteção divina!
Matéria: Niclécia Gama / Postagem: Fabrício Martins
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